Foi sem qualquer tipo de surpresa que a Associação dos Profissionais da Guarda – APG/GNR teve conhecimento que os Ministérios da Administração Interna e das Finanças assinaram o despacho que irá permitir a promoção de 684 profissionais da GNR.

Ou seja, por outras palavras, cerca de 1200 profissionais ficarão por promover! Se o objectivo era desmobilizar para a acção de protesto do próximo dia 24, então parece-nos que esta decisão peca pela falta de eficácia em relação ao seu objectivo!

A Tutela que se desengane, pois, o alcance destas promoções não é suficiente para dar resposta ao sentimento de protesto existente!

Em primeiro lugar, o número de promoções que se efectivarão ronda 1/3 da totalidade dos profissionais por promover, criando situações de profunda injustiça, na medida em que há profissionais do mesmo ano de ingresso ou do mesmo curso que ficarão, na melhor das hipóteses, mais um ano por promover.

Em segundo lugar, estas promoções deveriam ter ocorrido em Janeiro deste ano, sendo certo que os profissionais não irão receber os valores correspondentes aos 5 meses que entretanto decorreram.

Por fim, a ausência de promoções ou o facto de estas acontecerem a conta-gotas gera situações funcionais inultrapassáveis, graves e com as quais a Sra. Ministra não se parece preocupar.

A justeza das reivindicações dos profissionais da GNR mantém-se, pelo que o que se exige é que se concretizem todas as promoções que estão em atraso!

Assim, a APG/GNR exorta à participação de todos os profissionais da GNR na acção de protesto do dia 24 de Maio, pois não são promoções pela metade, que pretendem “dividir para reinar” que irão ludibriar os profissionais em relação aos reais motivos da indignação dos profissionais!

Lisboa, 17 de maio de 2017

A Direcção Nacional

Download