Profissionais da GNR exigem “solução rápida” para o encerramento do posto de Vila Alva
 
04-08-2017 14:20:53
 
A delegação Sul da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) exige que se encontre uma rápida solução para o Posto Territorial da GNR de Vila Alva, no concelho de Cuba, encerrado desde 31 de março, e que “se prestem esclarecimentos aos profissionais e à população pois, caso contrário, poder-se-á começar a entender que se trata de um encerramento definitivo” do referido posto, “mas que nenhuma entidade teve coragem de o assumir”. 

Em nota de imprensa enviada ao “Diário do Alentejo”, a delegação lembra que “encarou com perplexidade a alocação do Posto Territorial de Vila Alva no Posto Territorial de Cuba, que ocorreu no início de abril deste ano, situação alegadamente provocada pelo aumento substantivo do valor do arrendamento cobrado à GNR pelas instalações”. 

Na ocasião a associação “denunciou os efeitos nefastos que esta situação traria para os profissionais da GNR que trabalhavam em Vila Alva, uma vez que teriam, de deslocar-se às suas expensas para a localidade de Cuba”, e alertou igualmente “para a questão dos sentimentos de insegurança da população de Vila Alva que, tal como em muitas zonas interiores do País, está envelhecida e sente falta da presença policial”. 

O encerramento foi assumido como “temporário”, sendo que foi garantido pela Junta de Freguesia de Vila Alva, Câmara de Cuba e GNR que estaria em curso uma solução que passaria pela deslocação do posto territorial para as instalações da Santa Casa da Misericórdia e que “a mesma ocorreria em final de abril, início de maio”. Até lá o atendimento à população seria garantido por um posto móvel. 

“Estamos no início de agosto e estamos na mesma, nada foi feito”, reforça ao “Diário do Alentejo” António Barreira, coordenador da delegação sul da APG/GNR, salientando que as preocupações da APG não se prendem só com os “nossos camaradas”, mas também com a população, “maioritariamente idosa, reformada e que também paga os seus impostos”. O dirigente defende ainda que a população “deve ser informada sobre o que se passa” e frisa que “não se pode por as culpas [do atraso da deslocação do posto para a Misericórdia] na câmara e na junta de freguesia quando esta é uma questão da responsabilidade da tutela, o Ministério da Administração Interna (MAI)”. 

A concluir, António Barreira diz que a APG teme “que uma situação provisória passa a definitiva, porque o que não faltam são exemplos desses”, e garante que não vão “deixar o assunto cair no esquecimento”. 

O oficial de Comunicação e Relação Públicas do Comando Territorial de Beja da GNR, major Carlos Bengala, por sua vez, garantiu ao “Diário do Alentejo” que o comando “não vai sair de Vila Alva” e que o atraso na deslocação do posto para as instalações da Misericórdia “tem a ver com aspetos de carácter administrativo que o Comando Central de Lisboa ainda não resolveu, questões relacionadas com o novo contrato de arrendamento”. NP