Por César Nogueira | 00:30

O OE2018 será o 3º orçamento apresentado por este executivo e que mantém a política de desinvestimento e de perda de direitos, embora se argumente o contrário.

Investir aquém das carências objetivas existentes é desinvestir. Manter as consequências de anos de proibição de valorizações remuneratórias, não é repor direitos.

Falar em direitos dos profissionais sem querer conhecer a posição das suas estruturas representativas não é fomentar o diálogo.

Um descongelamento da carreira parcial, a prestações, que não contabiliza os anos de serviço anteriores contraria qualquer discurso de valorização dos profissionais da GNR, antes os desrespeita, pois não considera que muitos aguardam progressão há 17 anos.

O OE2018 faz depender a progressão da carreira de um sistema de avaliação, abrindo exceções confusas e cuja execução deixa dúvidas, designadamente na GNR, onde este não existe por responsabilidade do Governo, que não o regulamentou no prazo por si estabelecido.

Falta transparência nos argumentos que sustentam o OE2018. Repor direitos seria descongelar carreiras, repor poder de compra.

Respeitar os profissionais seria considerar as suas reivindicações e investir nas suas condições de serviço.

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