Por César Nogueira | 02.12.17

Um orçamento vago acerca da forma de descongelamento das carreiras especiais, designadamente das forças de segurança, e a falta de esclarecimentos, terão vindo dar razão às nossas dúvidas.
 
Depois de reunir com a tutela, os profissionais da GNR não obtiveram resposta sobre os milhares de promoções em atraso e sobre o direito de progressão nos índices remuneratórios. E também não é demais relembrar que o Governo ainda deve milhares de retroativos por força da colocação na Tabela Remuneratória única.
 
Parece que o Governo quer cair nas boas graças dos trabalhadores da administração pública, com a bandeira do descongelamento das carreiras, contabilizando os anos anteriores para esse efeito, abrindo exceções para algumas carreira em que a contabilização do tempo de serviço é determinante, como os professores, mas deixando de fora aqueles que são sempre funcionários públicos para a imposição de cortes mas nunca para o usufruto de direitos, pese embora arrisquem a vida em prol da segurança das populações todos os dias.
 
Os profissionais da GNR já demonstraram o seu espírito combativo e, em prol da sua dignidade profissional, não aceitando esta discriminação absurda e injustificada.
 
Artigo disponível em CM JORNAL