O militar, Rui Pinto, hoje com 39 anos, tem até meados de janeiro para pagar as custas e por isso, a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) lançou uma campanha solidária para ajudar o GNR a cumprir o prazo de pagamento.

"Volvidos quase cinco anos, foram apurados cerca de 6 mil euros de custas judiciais, valor esse incomportável para ser pago no prazo admitido pelo tribunal (até 12 de Janeiro de 2018), ao que não é alheio o facto do guarda Pinto ser casado e ter 2 filhos menores a cargo", explica a APG.

De acordo com a sentença do Tribunal de Gondomar, lida em 2015, o militar tinha necessidade e legitimidade para travar o veículo que durante sete quilómetros fugiu de uma abordagem da GNR, pondo em perigo várias pessoas. Mas não deveria ter disparado o quinto tiro, que se revelou ser fatal para um jovem, de 21 anos, sem ter a certeza de que nunca atingiria o carro e muito menos o passageiro do banco traseiro.

O condutor do Renault Mégane, Pedro Rodrigues, que conduzia sem carta, foi sentenciado a 15 meses de cadeia, com pena suspensa, por condução ilegal e perigosa. Já os pais da vítima irão receber do Estado uma indemnização de 110 mil euros.

Na altura, o tribunal deu como provado que, na manhã de 9 de julho de 2012, o guarda Pinto, então com de 37 anos, e outros dois colegas do posto de Fânzeres (um deles estagiário), estavam de patrulha quando passaram pela Rua dos Malmequeres, em S. Pedro da Cova. Ali, viram estacionado um Renault Mégane, com três indivíduos, considerados suspeitos. Estavam a consumir haxixe. No momento da abordagem, o condutor arrancou a grande velocidade e um dos guardas viu um objeto metálico no veículo, que identificou como uma caçadeira e veio a saber que era um bastão.

Ao volante estava Pedro Rodrigues, conhecido por "Pelé", de 26 anos; Hugo Magalhães ("Teco"), de 20 anos, ia no lugar do pendura; e José Ferreira ("Crespo"), de 21 anos, sentado no banco traseiro e que acabaria por morrer, a sete quilómetros daquele local, após fuga vertiginosa.

Na perseguição, o guarda Pinto, que ia no lugar do pendura do jipe com sinais sonoros e luminosos, fez dois disparos para o ar e outros dois intercalados, em direção ao pneu, quando o veículo ia embater num peão e numa ambulância.

O quinto disparo é que furou a chapa do Mégane e atingiu a vítima nas costas. "Embora agisse com legitimidade e sempre com o intuito de fazer parar o veículo, exorbitou a possibilidade de uso da arma. Não deveria ter disparado se não se sentia em segurança", disse a juíza, que condenou o GNR na forma de culpa menos grave que prevê a lei.

Artigo disponivel em JN.PT

Os contributos pode ser efectuado para o seguinte IBAN:

PT50 0035 0743 00006593300 88, conta em nome do GPR Rui Pinto.

Qualquer esclarecimento adicional podem contactar o Coordenador da APG Nuno Guedes pelo tel 968013555 e/ou o envio de comprovativos pelo email coordenador.lisboa@apg-gnr.pt

Juntos somos mais fortes! Hoje é o Rui Pinto, amanhã podes ser tu...