A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) avançou nesta quinta-feira que a GNR tem um défice de 4000 militares, considerando que "não é um verdadeiro reforço" a inclusão de 600 novos elementos anunciados para a corporação.

"Isto não é um verdadeiro reforço. É lógico que é necessário este reforço, mas continua a ser muito pouco para aquilo que são as necessidades da Guarda, que tem actualmente um défice de 4000 profissionais", disse à agência Lusa o presidente da APG.

César Nogueira reagia ao anúncio feito nesta quinta-feira pelo Governo do recrutamento de 600 militares para a GNR no âmbito do reforço da prevenção e do combate aos incêndios florestais.

Este recrutamento externo é feito devido ao reforço de 500 elementos para o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) e de 100 para o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR.

O presidente da associação mais representativa da GNR adiantou que este recrutamento tem como objectivo "reforçar duas valências" da corporação e vai servir "para tapar os militares que vão para os GIPS e SEPNA".

César Nogueira considerou que este reforço devia ser iniciado pelo dispositivo de Norte a Sul do país e não apenas nestas duas valências da GNR.

"Ficamos praticamente na mesma, apenas duas valências vão ser reforçadas e no terreno isso não se vai notar", disse, sublinhando que "todas as unidades têm um défice de profissionais devido às saídas para a reserva e reforma".

O presidente da APG afirmou que os militares que têm entrado para a GNR "não têm colmatado o número de saídas, por isso é que existe esse défice a nível geral de 4000 militares".

In jornal "Publico"

 

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