A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) considerou esta quarta-feira que o número de promoções na GNR anunciados pelo Governo - 1.265, mais 581 recentemente concretizadas - não permite recuperar o atraso no processo, ficando aquém do desejado. Em declarações à agência Lusa, o presidente da APG/GNR César Nogueira referiu que as 581 promoções na Guarda nacional Republicana ocorridas há uma semana e meia já deviam ter ocorrido no início de 2017, muito embora tais promoções sejam referentes a 2016, o que revela o atraso de todo o processo das promoções na GNR. Segundo o presidente da APG/GNR, as promoções deviam ser feitas em bloco, mas porventura por razões financeiras o processo foi dividido em três prestações: inicialmente foram promovidos cerca de 540 elementos, recentemente 581, faltando ainda promover 546. Todas estas promoções, insistiu, são referentes a 2016. Em 2017, explicou, deveriam ter sido feitas 1.265, distribuídas por três categorias: 177 oficiais, 261 sargentos e 1.952 guardas, os quais já deviam ter sido promovidos. "Está tudo atrasado", lamentou César Nogueira, alertando para o facto de a GNR ser uma instituição hierarquizada e as promoções faseadas criarem situações de desigualdade, embora transitórias, entre elementos que fizeram a formação ao mesmo tempo, tendo o mesmo tempo de serviço. Além da questão das promoções, César Nogueira diz aguardar uma reunião com os dirigentes do MAI para discutir a questão do desbloqueamento das carreiras. 

O Ministério da Administração Interna (MAI) anunciou hoje que as forças de segurança terão um total de 3.346 promoções este ano, correspondendo a 1.500 efetivos da PSP e a 1.265 da GNR, a que se somam 581 recentemente concretizadas na Guarda. Segundo nota do Ministério dirigido por Eduardo Cabrita, na Polícia de Segurança Pública (PSP) as promoções representam "o número mais elevado desta década" e na Guarda Nacional Republicana (GNR) trata-se de um número de promoções "bastante superior à média dos últimos cinco anos". Relativamente às progressões na PSP, o MAI avança que está a analisar com as Finanças o ritmo da sua aplicação em 2018 e 2019, com vista "à sua concretização tão breve quanto possível".

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