Nota à Imprensa

Promoções na GNR

APG/GNR contesta malabarismo de números

Uma Nota do Ministério da Administração Interna dá conta da promoção de 1265 profissionais da GNR, referindo que estas se somarão às 581 promoções recentemente concretizadas.

A APG/GNR entende que o conteúdo desta nota consubstancia uma estratégia ardilosa de dar más notícias como se fossem boas, afirmando que se trata da média de promoções mais elevada dos últimos 5 anos. Aliás, só esta última afirmação é verdade, mas única e exclusivamente porque as promoções na GNR nunca estiveram tão atrasadas!

Importa repor a verdade. As 581 promoções que são referidas reportam-se ao ano de 2016, ficando ainda por concretizar, em relação a esse mesmo ano, 543. As 1265 promoções anunciadas, ainda sem data prevista de realização, são curtas, na medida em que às 543 promoções de 2016, somam-se as 2390 de 2017, compreendendo 177 oficiais, 261 sargentos e 1952 guardas. Ou seja, relativamente aos anos de 2016 e 2017, estão em atraso 2933 promoções, assumindo assim o Governo de forma clara que não pretende regularizar a totalidade das promoções. Afinal são péssimas notícias, elaboradas de forma a ludibriar quem não está atento ou quem desconhece a realidade dos números.

Importa referir que este atraso nas promoções tem consequências orgânicas e funcionais na Instituição muito sérias e que esta atitude parece desvalorizar.

Por outro lado é tremenda a desmotivação dos muitos profissionais que estão por progredir na carreira, designadamente da categoria de base, há 17 anos, sem que se altere o mapa orgânico da GNR no sentido de o permitir, sendo que, nesse mesmo período, profissionais das categorias de topo foram promovidos 3 ou 4 vezes. Há falta de equidade nos processos promocionais, em prejuízo dos profissionais da categoria de base, que são quem opera no terreno e é o rosto da Instituição junto das populações.

Também sobre o processo de descongelamento da carreira nem uma palavra é dita, dando-se corpo a uma postura que discrimina de forma inadmissível os profissionais da GNR e outras carreiras especiais em relação aos restantes funcionários públicos, já que se pretende que a não contabilização dos anos em que vigorou o congelamento seja uma “borracha” nos direitos adquiridos durante quase uma década de trabalho.

Na ausência de negociação efectiva e de diálogo, parece que a única via a ser equacionada é a do protesto, quer dos profissionais da GNR por via da sua estrutura representativa, quer no âmbito de plataformas de entendimento criadas para esse efeito.

Apesar de, aparentemente estarmos ainda longe de eleições, parece que se está a recorrer a propaganda, que desvirtua factos e, acima de tudo, desconsidera a dignidade e os direitos dos profissionais da GNR!

Lisboa, 12 de Abril de 2018


A Direcção Nacional

 

Comunicado de imprensa