PAÍS

Polícias e militares poderão sair à rua pelo descongelamento de carreiras

 

 13.04.2018 09h51

Polícias e militares preparam uma concentração para a primeira quinzena de maio, em Lisboa, segundo avança o Jornal Económico. A manifestação poderá reunir, pelo menos, 16 mil elementos das forças armadas.

Até à data ainda não se sabe o local para a manifestação, mas aponta-se para a Assembleia da República ou para o Palácio de Belém. Os locais estão ainda em estudo, avançou uma fonte próxima do processo ao Jornal Económico.

Os responsáveis sindicais e associativos estão ainda a preparar ações de protesto, uma semana depois da conferência. Tratam-se de concentrações em mais de uma cidade e possíves participações nas comemorações do 25 de abril.

A manifestação deverá ser oficialmente anunciada na próxima terça-deira, numa conferência de imprensa, no Largo do Carmo.

MOTIVOS DO PROTESTO

 

 

 

Polícias e militares, já tinham prometido que iam sair à rua como último recurso, numa entrevista à SIC Notícias, no fim do mês de março.

Já tinha sido entregue uma moção ao primeiro-ministro, no final de fevereiro, a exigir negociações para o descongelamento das carreiras previstas no Orçamento de Estado, congeladas há pelo menos sete anos.

Estas forças de segurança queixam-se da falta de respostas do Governo sobre o descongelamento de escalões salariais. Falam de uma "falta de vontade" dos ministérios da Administração Interna e Defesa de cumprir a promessa de progressões de carreiras, que deviam ter sido feitas até abril.

De acordo com o Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia, foi pedida uma reunião urgente ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e ao ministro das finanças, prometendo uma vez mais, em comunicado, "avançar como formas de luta", caso não seja dada uma resposta.

A SIC Notícias avançou ontem que oficiais da polícia alertam para uma "rotura iminente" na PSP, tratando-se de uma situação "quase insustentável".

Por outro lado, o adiamento da progressão horizontal dos polícias previstas no estatuto profissional, que entrou em vigor em janeiro de 2016, é outro motivo apontado.

Artigo disponivel em SIC NOTICIAS