Reportando-se aos acontecimentos de Alcochete, na Academia do Sporting, o Ministro da Administração Interna terá elogiado a “notável celeridade da resposta” dada pelos profissionais da Guarda Nacional Republicana.

Reconhecemos o valor das palavras do Senhor Ministro e, de facto, é de saudar o profissionalismo destes agentes da segurança pública, que agiram com elevado rigor e eficácia.

Mas mais do que palavras de apreço, os profissionais da GNR merecem outro tipo de reconhecimento, que seja sustentado em atitudes e decisões políticas.

Em primeiro lugar a actuação dos profissionais, nesta e em outras situações menos mediáticas tem um valor acrescentado, na medida em que fazem-no muitas vezes com meios parcos, à custa de muito empenho.

Em segundo lugar o apreço que os profissionais da GNR merecem deveria traduzir-se na forma como estes são vistos pelo próprio Governo, que ainda os trata como funcionários públicos de segunda, que estão no final do primeiro semestre de 2018 a aguardar para saber como será desbloqueada a sua carreira, quando existem já respostas e soluções para a generalidade dos trabalhadores do Estado.

A APG/GNR desafia o Sr. Ministro a partir das palavras para as acções, pois certo será que enquanto não for garantido o direito de progressão na carreira e a contabilização dos anos de congelamento, bem como a regularização de todas as promoções em atraso o sentimento será de indignação e a vontade será de protesto.

A AP/GNR está expectante e cumprirá rigorosamente o compromisso de agir no sentido de ser feita justiça e garantida a nossa dignidade profissional.

Lisboa, 22 de Maio de 2018

A Direcção Nacional