Os militares da GNR de Vila Verde não foram convidados para a cerimónia de inauguração do posto, que vai acontecer sexta-feira, com o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita.

Os guardas que não estão de serviço foram aconselhados, informalmente, a não marcar presença na cerimónia militar. E até aos guardas que estão de serviço foram impostas limitações: não podem estacionar as viaturas particulares no parque da GNR, que no dia estará, exclusivamente, destinado aos convidados. Os militares estão revoltados.

O comando da GNR de Braga convidou para a cerimónia dezenas de civis e militares de outros postos, mas, ao que o CM apurou, deixou de fora a maior parte dos 38 militares que prestam serviço em Vila Verde.

Os militares tentaram obter esclarecimentos junto do comando, mas ter-lhes-á sido comunicado que os convites estavam todos distribuídos e que não era "desejada" a presença de quem está "fora de serviço".

Para a Associação Profissional da Guarda (APG) a posição do comando não é surpreendente. "A hierarquia da GNR vê na categoria profissional de Guarda apenas e só meros servidores, que servem unicamente para fazer patrulhas", atira Paulo Pinto, coordenador norte da APG.

Questionado pelo CM, o comando de Braga da GNR disse apenas que todos os militares de Vila Verde "porque lá prestam serviço, estão naturalmente convidados" .

O quartel que está a funcionar desde setembro custou um milhão de euros.

Artigo disponivel em CMJORNAL

NOTA: Este artigo não foi publicado no resumo de imprensa da Divisão de Comunicação e Relações Públicas da GNR