"As condições do Comando são degradadas, com muita agilidade o Comando funciona ali. As condições não são as melhores, o atendimento ao público não é o melhor, é um Comando que precisa urgentemente de ser intervencionado, se bem mesmo até construído de raiz, porque o que ali está não vai ao encontro das necessidades da GNR", afirmou à agência Lusa o dirigente nacional Nuno Rodrigues.

O responsável da APG/GNR falava após uma reunião com o presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro, que pretendeu abordar o ponto de situação do "futuro investimento no novo Comando da GNR de Leiria".

"O que nos foi dito pelo senhor presidente da Câmara foi que realmente tem o terreno disponível, mas que o dinheiro depende da parte do Governo, da tutela, e, enquanto não houver dinheiro, não há construção do novo Comando", declarou.

Segundo o dirigente, que se fez acompanhar de mais dois elementos, a APG/GNR só ficará satisfeita quando estiver no dia da inauguração das novas instalações.

"Saímos daqui com uma mão cheia de nada. A Câmara tem o terreno, mas falta o dinheiro para construir", declarou, adiantando que, à semelhança do tem feito em relação à situação da GNR noutros distritos, vai tentar, a nível governamental, "passar a ideia de que é urgente disponibilizar verba para fazer uma intervenção" no Comando Territorial de Leiria.

A GNR instalou-se em Leiria a 01 de abril de 1917 com um posto territorial. O atual quartel ocupa o antigo Convento de Santo Estêvão, cedido à GNR em 1926.

Em junho de 2014, a Câmara de Leiria anunciou a receção de 41 quilómetros de estradas e um imóvel avaliado em 2,1 milhões de euros junto da estrada nacional 109, no âmbito de um protocolo a celebrar com a Estradas de Portugal.

Então, o presidente da Câmara de Leiria adiantou que a transferência da GNR para este imóvel era uma hipótese.

Hoje, Raul Castro admitiu que o Ministério da Administração Interna "quer avançar com o quartel", mas falta saber quando, assinalando que ninguém tem dúvidas de que a GNR precisa de novas instalações.

Reconhecendo que este é um processo que se arrasta, o presidente do município apontou igualmente a situação do Comando Distrital da PSP.

"Precisamos urgentemente de criar as melhores condições possíveis para as forças de segurança", referiu, reiterando a possibilidade de aquele imóvel ser ocupado pela GNR, mas a tutela "tem de falar" com a autarquia.

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