Nota à Imprensa

Ontem 5 profissionais da GNR do Grupo de Intervenção Protecção e Socorro (GIPS) ficaram feridos num incêndio em Mourão, 3 deles com gravidade.

A APG/GNR apresenta a sua solidariedade a estes profissionais e respectivas famílias, disponibilizando desde já o necessário apoio dentro dos serviços que tem disponíveis.

A APG/GNR tem vindo de forma persistente, sistemática e objectiva a tornar pública a sua posição em relação ao facto de a nossa profissão não ser considerada de risco, situação que se mantém, exclusivamente porque existe uma visão terceiro-mundista e desumanizada das funções que os profissionais da GNR exercem e da protecção que deveriam ter enquanto cidadãos, com responsabilidades diárias acrescidas, por força da suas funções.

Todas as valências da Guarda implicam risco de vida e, infelizmente, muitos profissionais já faleceram no cumprimento do dever e, muitos outros ficaram com sequelas para toda a vida.

Os profissionais da GNR têm cumprido com o seu juramento, têm exercido a sua missão com enorme grandeza, " mesmo com o sacrifício da própria vida", pelo que questionamos quantas vidas mais é que se têm que perder para que o Governo aja, demonstre respeito pelos profissionais da GNR e considere a nossa profissão como sendo de risco, classificação que é genericamente assumida em todos os países desenvolvidos.

Neste caso em particular a APG/GNR reitera a necessidade de que, com celeridade, a própria instituição preste todo o apoio aos guardas feridos e às suas famílias nos tratamentos e acompanhamento que sejam necessários, abstendo-se igualmente de sujeitar estes profissionais da GNR a burocráticos processos para que provem que se tratou de um acidente em serviço.

Lisboa, 28 de Agosto de 2018

A Direcção Nacional da APG/GNR