A Comissão Coordenadora Permanente dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança (CCP), que congrega os Sindicatos e Associações mais representativos do sector da Segurança Interna reuniu hoje, na cidade do Porto.
 
As estruturas que compõem a CCP estão indignadas com o conteúdo daquilo que pode vir a ser o Orçamento de Estado para 2019, na medida em que se perspectiva mais um ano em que as carreiras especiais dos profissionais das forças de segurança poderão ficar de fora do processo de descongelamento das carreiras, designadamente no que se refere à contabilização integral do tempo de serviço em que vigorou o congelamento, bem como não se antevê qualquer valorização remuneratória por via da revisão da tabela de vencimentos.
 
Parece que para o Governo as forças e serviços de segurança valem muito pouco, designadamente no que respeita ao risco e desgaste das suas funções já que, atendendo ao provável aumento do SMN, há profissionais em início de carreira que ganham pouco mais de 100€ acima dos valores agora em negociação.
 
Ao que tudo indica, o OE2019 manterá de igual forma a linha de desinvestimento nas instituições policiais, acentuando os seus índices de envelhecimento e a carência objetiva de meios humanos e materiais, que diariamente limitam o seu bom desempenho operacional.
 
Desinvestir nas condições de serviço dos profissionais das FSS é também desinvestir na segurança e bem-estar das populações, que é alvo da mesma desconsideração com que estes têm sido tratados, quer ao nível dos seus direitos remuneratórios, quer das suas condições de serviço.
 
Perante a postura do Governo, que tem sido surda para as reivindicações e direitos dos profissionais das FSS, que se escusou a responsabilidades, remetendo estas matérias para as tutelas, que nada resolveram durante todo o ano e vigência do OE2018, as estruturas que integram a CCP agendaram uma manifestação nacional para o próximo dia 25 de Outubro, junto à Assembleia da República.
 
O SECRETARIADO NACIONAL DA CCP