Nota à Imprensa

Os profissionais da GNR iniciam mais um ano com promoções em atraso, sem saber como se vai proceder à contabilização do tempo de serviço em que vigorou o congelamento das carreiras e com serviços remunerados da responsabilidade da Tutela em atraso.

Nem perante insistentes solicitações da APG/GNR junto da Tutela existe alguma resposta e, a actuação do actual Ministro da Administração Interna tem-se pautado pelo absoluto silêncio, aparecendo apenas para concretizar intenções que dizem respeito aos interesses do lobby militar, como por exemplo a criação da Unidade Politécnica Militar, que pretende subalternizar ainda mais, por via da formação dos sargentos, a GNR às Forças Armadas.

Estão por concretizar dois terços das promoções de 2017 e a totalidade das de 2018. As consequências são visivelmente mais gravosas na categoria de Guardas, não só a nível remuneratório mas também no que se refere à organização da vida familiar, já que muitos profissionais, designadamente cabos, estão a aguardar estas promoções para que possam ocorrer as respectivas movimentações e transferências para junto das suas famílias

A negociação da contabilização do tempo de congelamento das carreiras não passa do papel e este processo, que nunca começou verdadeiramente, ficou retido numa reunião de circunstância, ocorrida há mais de 6 meses, que deixou transparecer que a Tutela não sabe quanto é que vai gastar com a reposição de direitos na GNR e que, também, tem pouca vontade de o fazer.

A desmotivação que hoje atinge os profissionais da Guarda é tremenda e a postura do Governo tem-se traduzido pelo mais profundo desrespeito por estes agentes da segurança pública, que são o rosto do Estado junto do cidadão, mas que têm sido tratados como cidadãos de segunda e militares de terceira, sem acesso aos mesmos direitos que uns e outros.

A APG/GNR perante esta postura autista da Tutela e do Governo, desde já exorta à união de todos os profissionais em torno da sua associação representativa, pois na eventualidade de não surgirem soluções objectivas para estas questões com a celeridade desejável, o protesto será o caminho e, já ficou demonstrado que a determinação em defender direitos dos profissionais é proporcional à sua indignação.

Lisboa, 10 de Janeiro de 2019

A Direcção Nacional