No seguimento de reacções de recusa liminar por parte do governo, avanços e recuos por parte de agentes políticos, dramatização política e social, ondas de desinformação lançadas sobre o público em geral, repetidas tentativas de causar a divisão entre os cidadãos insistindo na velha e infeliz técnica de colocar portugueses contra portugueses, tudo na sequência da votação do passado dia 2 de Maio de 2019, quando os deputados da Comissão de Educação e Ciência, da Assembleia da República, aprovaram, com os votos contra dos deputados do PS, uma alteração ao diploma do Governo que passaria a prever a recuperação integral do tempo de serviço para os professores, entendem as estruturas signatárias expressar o seguinte: 

Temos assistido a uma verdadeira mistificação do problema, com a apresentação de números divergentes, usados a bel-prazer por quem os apresenta, com o intuito claro e objectivo de confundir os cidadãos, assim evitando enfrentar com coragem e rigor as possíveis soluções para todos os profissionais, dos mais diversos sectores de actividade, que viram as suas carreiras congeladas. 

As estruturas signatárias não desistem dos seus intentos de ver corrigidas as consequências do tempo de serviço que esteve congelado. 

Para além de não avançarem com exigências irrealistas e irresponsáveis, para não se colocarem no plano da impossibilidade da resolução do problema, sempre se afirmaram (e reafirmam) disponíveis para que, em processo negocial, se encontre o melhor modo e prazo para a recuperação DO tempo de serviço que esteve congelado, cumprindo desta forma o preceituado no artigo 19º da Lei do Orçamento de Estado para 2018. 

As estruturas signatárias defendem a necessidade de serem encontradas as soluções possíveis de modo a evitar a destruição da carreira de todos aqueles que um dia juraram dar a vida, se necessário, em defesa da soberania e independência nacionais e da segurança e integridade de todos os seus concidadãos. 

As associações profissionais de militares (ANS, AOFA e AP), a associação de profissionais da Guarda Nacional Republicana (APG/GNR) e a associação de profissionais da Polícia Marítima (ASPPM), convictos de que a razão lhes assiste, não deixarão de lutar por medidas que venham corrigir as consequências do tempo de congelamento na progressão das carreiras dos profissionais destes sectores! 

ANS - Associação Nacional de Sargentos 
APG/GNR - Associação dos Profissionais da Guarda 
AOFA - Associação de Oficiais das Forças Armadas 
ASPPM – Associação Sócio-Profissional da Polícia Marítima AP - Associação de Praças

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