Dois profissionais da GNR ficaram feridos na madrugada deste sábado durante uma operação de fiscalização rodoviária na zona de Cernache, distrito de Coimbra.

A APG/GNR gostaria de, em primeiro lugar apresentar a sua solidariedade a estes profissionais, desejando as suas rápidas melhoras.

Este é um entre muitos episódios que ilustram o risco e perigo da missão de segurança pública acometida aos profissionais da GNR, sendo de lamentar que o Governo não reconheça essa realidade.

Aliás ou será desconhecimento da realidade ou tentativa de minimizar a gravidade desta situação, quando o próprio Ministro da Administração Interna afirma que as agressões a agentes da autoridade não aumentaram, sendo que o próprio Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) prova o contrário, mesmo considerando que nem todas as situações possam vir ali reportadas.

Já é grave que exista um sentimento de impunidade face às poucas ou nenhumas consequências que se fazem sentir quando há agressões a polícias, mas mais grave é que a própria Tutela desvalorize estas situações, argumentando que Portugal é o 3.º país mais seguro do mundo.

Os profissionais da GNR estão descontentes e desmotivados e não vivem de elogios. Palavras de circunstância nada valem, quando os profissionais da GNR não vêm o risco da sua profissão reconhecido, quando são remuneratoriamente discriminados face à sua congénere, trabalhando mais horas.

O Governo tem sido irresponsável por fazer aumentar a desmotivação dos profissionais da GNR pela diferenciação negativa que deixa arrastar no tempo, dando a entender que já terminou a legislatura, não demonstrando vontade de rever a tabela remuneratória.

Ninguém poderá responsabilizar os Guardas se passarem a assumir uma postura meramente pedagógica para com os cidadãos, pois a desmotivação e indignação que sentem justifica-o.

Lisboa, 17 de junho de 2019

A Direcção Nacional da APG/GNR