Nota informativa 

A Associação dos Profissionais da Guarda - APG/GNR considera oportuno enaltecer profissionalismo dos profissionais da GNR que estiveram directa ou indirectamente envolvidos no processo da reposta à greve dos motoristas de matérias perigosasO profissionalismo com que corresponderam à solicitação do Governo contrasta com a falta de reconhecimento que mereceram da sua parte

Esta greve teve um impacto directo no efectivo que se viu requisitado para conduzir veículos pesados de transporte de combustível, bem como para apoio ao seu transporte e mesmo para suprir a carência de efectivo em muitos locais, sendo muitos profissionais da Guarda obrigados a cumprir horários bem mais penosos que o habitual.

Este é igualmente o momento para reafirmar a indignação sentida pelos profissionais que se viram forçados a um empenhamento extraordinário, sem que se vislumbre existir intenção de compensação por esse esforço, mesmo estando em causa funções estranhas à missão da Guarda, como foi o caso do transporte de combustíveis.

A APG/GNR entende que os agradecimentos do Primeiro-Ministro aos profissionais da GNR são vazios de conteúdo, pelo que é certo que mereceriam um reconhecimento efectivo, que se devia materializar na resposta às suas reivindicações, designadamente no que respeita à revisão do sistema  remuneratório, à contabilização integral do tempo de congelamento das carreiras e à concretização das promoções em atraso.

Os profissionais da GNR não podem ser “pau para toda a obra”, designadamente quando não é considerada a sua dignidade profissional, os seus direitos e aspirações e nem tampouco é cumprido horário de trabalho, motivo pelo qual desde já se reclama do Comando da Guarda e da Tutela medidas que objectivamente compensem o esforço extraordinário que foi dispendido por todos. 

A Direcção Nacional da APG/GNR