A Associação dos Profissionais da Guarda – APG/GNR reuniu hoje com o Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna para negociar a forma de pagamento dos retroactivos referentes aos suplementos não pagos em período de férias, entre 2010 e 2018.

A proposta da Tutela vinha no sentido de os valores em débito serem pagos de forma faseada, 20% em 2020, 20 % em 2021, 30% em 2022 e 30% em 2023, em duas prestações anuais, portanto em 8 vezes.

.A APG/GNR contra-propôs o pagamento integral dos valores no ano de 2020. O representante da Tutela limitou-se a manter a ideia de pagamento faseado, alterando apenas as percentagens para 25%, com pagamento de 2020 a 2023, também em duas prestações anuais, em 8 vezes.

A APG/GNR considera que a reunião em apreço não consubstanciou uma verdadeira negociação, mas sim uma imposição, que não vai ao encontro das expectativas dos profissionais da GNR.

Contudo, deve-se sublinhar que a importância do reconhecimento da obrigatoriedade do pagamento dos suplementos em período de férias, já que se trata de um direito que apenas estava garantido na legislação da PSP, e que não deixa de ser uma conquista, pese embora não concordemos com os moldes de apresentação para pagamento dos retroactivos.

A APG/GNR jamais aceitará que qualquer negociação, independentemente da matéria em discussão assuma este tipo de formato impositivo, até considerando a importância dos assuntos em análise.

Por outro lado, a APG/GNR reitera a necessidade de serem incluídas na agenda discussão, outras matérias estruturais, como por exemplo a revisão do sistema remuneratório da GNR, a implementação de um subsídio de risco e  o reconhecimento da nossa profissão como sendo de desgaste rápido.

Neste sentido no próximo dia 9 de Janeiro, a APG/GNR e a ASPP/PSP irão promover um plenário aberto a todos os profissionais da GNR e da PSP, para decidir a forma de protesto para o dia 21 de Janeiro.

A Direcção Nacional da APG/GNR