A Associação dos Profissionais da Guarda - APG/GNR ao ter tido conhecimento do comunicado do Comando da Guarda intitulado reconhecimento e apreço, de 8 de Abril desde já repudia o teor do mesmo, por conter inverdades que só uma interpretação desatenta na notícia da RDP pode ter dado origem a semelhantes conclusões.

Não cabe à APG/GNR avaliar o rigor do jornalismo contido na notícia em causa, intitulada “APG diz que há militares da GNR com sintomas de Covid-19 obrigados a trabalhar”, pois o título induz em erro, de forma grosseira, aquilo que foram as declarações do Presidente da APG/GNR.

Por outro lado o áudio das declarações do presidente da APG/GNR está disponível na página deste OCS e o que se diz e se reitera é que há profissionais da GNR que têm contacto com casos de COVID-19 confirmados, sejam cidadãos, sejam camaradas seus e que ligam para a linha SNS 24 e são aconselhados a ficar em isolamento profiláctico e que, contactando os serviços de saúde da sua entidade patronal, no caso o Centro Clínico da GNR, recebem indicações para irem trabalhar.

A situação não deixa de ser grave e, se hoje se sabe que os cidadãos sem sintomas podem estar infectados, com maior probabilidade se estiveram em contacto directo com casos confirmados durante horas e dias, muitas vezes sem protecção e que podem ser fonte de contágio, entende-se a atitude do Centro Clínico como irresponsável, bem como a do Comando da Guarda, que tem recebido denúncias de casos concretos sem que isso o tenha feito agir no sentido de proteger a saúde do efectivo e dos seus familiares.

A agilidade com que se usou um título erróneo para denegrir o representante de uma estrutura associativa, que deu voz a muitas denúncias, devia ser equivalente àquela usada na resolução destas questões.

A APG/GNR não aceita que o Comando da Guarda peça desculpas em nome de um Presidente de uma estrutura associativa, que sempre se pautou pelo sentido de responsabilidade e pela transparência e que hoje, mais que nunca, sempre pugnará pelos direitos daqueles que representa.

Lisboa, 8 de Abril de 2020

A Direcção Nacional da APG/GNR