Nota à Imprensa 

No passado Sábado, nas cidades de Lisboa, Porto e Coimbra realizaram-se manifestações contra o racismo, na sequência de protestos que se multiplicaram um pouco por todo o mundo, a propósito da morte de GeorgeFloyd, às mãos da polícia americana.

A APG/GNR repudia o comportamento de alguns manifestantes que exibiram cartazes que referiam “polícia bom é polícia morto” e que, de forma absolutamente deplorável tentaram instrumentalizar uma acção de protesto com motivos válidos para incitar ao ódio contra as forças de segurança.

Não é demais relembrar que Portugal é um país seguro à custa do profissionalismo das forças de segurança portuguesas e que é, entre outros aspectos, a proporcionalidade no uso da força que confere esse mesmo profissionalismo e excelência na sua actuação junto do cidadão.

Entendendo que a temática do racismo é pertinente e que assume mesmo um carácter fracturante nalgumas sociedades, em hipótese alguma pode servir para promover aquilo que diz combater, designadamente o ódio e a violência, neste caso contra as polícias.

A APG/GNR entende que a promoção do ódio contra a polícia não só não dá resposta à questão do racismo como promove a violência o que, num quadro em que os agentes da autoridade são frequentemente agredidos em serviço não é admissível e provoca a maior das indignações.

As instituições da nossa sociedade democrática, designadamente o Ministério Público e os Tribunais devem agir contra este tipo de comportamento, em nome da paz pública, designadamente no sentido de punir os seus responsáveis, transmitindo a mensagem de que no nosso país o incitamento ao ódio é crime, seja qual for a sua motivação, racial, de género ou de outra natureza, como é o caso.

A APG/GNR reclama, de igual forma, a tomada pública de posição por parte do Governo perante semelhantes mensagens, pois a sua obrigação primeira é defender a Lei Fundamental do país.

Lisboa, 8 de Junho de 2020

A Direcção Nacional