A Associação dos Profissionais da Guarda - APG/GNR teve conhecimento que o Parlamento aprovou a atribuição de um prémio de desempenho aos profissionais de saúde que estiveram implicados no combate à Covid-19 e que se traduzirá no abono de uma percentagem do seu vencimento e na majoração dos dias de férias.

A APG/GNR considera que esta decisão é inteiramente justa pelo esforço que tem sido despendido pelos profissionais em apreço, sendo que já não entende que, mais uma vez se descurem outros profissionais, como os das forças de segurança que, embora tenham desempenhado e continuem a desempenhar funções na linha da frente e que, pela sua natureza, admite-se que sejam de menor visibilidade que as da saúde, ainda assim comportam elevado risco de contágio e implicaram durante todo o Estado de Emergência um esforço acrescido, por via do cumprimento de longos horários, penosos e cumpridos em condições difíceis.

Mas não é a visibilidade mediática que determina com justiça a importância do serviço prestado pelas Forças de Segurança, em particular pela GNR, motivo pelo qual é inadmissível que os responsáveis políticos do nosso país não tenham equacionado compensar o esforço acrescido de todos os que continuam na linha da frente, contribuindo activamente para a contenção da pandemia e para a segurança de todos os cidadãos.

Se as funções dos Profissionais da Guarda já eram penosas, a pandemia veio acentuar essa penosidade, pelo que não é suficiente que se aplaudam os profissionais - exige-se um reconhecimento palpável, que se materialize de facto.

Os profissionais da GNR desempenham a sua missão com brio e com um notável profissionalismo, mas já estão cansados de tamanha desconsideração, pois desempenham uma profissão de risco não reconhecida  pelo Estado.

Nada justifica que os profissionais da GNR não sejam compensados, pelo menos em igual circunstâncias, como os profissionais de saúde, que também não pararam de dar o melhor de si para que a pandemia não assumisse contornos bem piores.

Os profissionais da GNR estão fartos de ser esquecidos - exigem respeito e compensações sérias!

Lisboa, 3 de Julho de 2020

A Direcção Nacional