Nota à Imprensa

O dia 07 de Julho ficou marcado pelo grave acidente que vitimou de forma trágica dois profissionais da GNR do Destacamento de Trânsito de Santarém.

Nas redes sociais e nas caixas de comentários dos jornais digitais surgiram publicações e comentários criminosos, que atentam contra a dignidade dos profissionais falecidos, de todos os polícias e Instituições que  representam. Este tipo de afirmações multiplicou-se e foram verificados em demasiados perfis no Facebook e nas caixas de comentários, tendo até se tornado virais, dada a sua repetida publicação.

A APG/GNR repudia este tipo de  comportamento de algumas pessoas, que , de forma absolutamente deplorável incitam ao ódio contra as forças de segurança e ofendem a memória de duas pessoas, consubsastiando um crime, agravado na dor e forma trágica de terem falecido no cumprimento da sua missão e em prol do seu País e do Povo que juraram servir.

Não é demais relembrar que recentemente a IGAI avançou com o Plano de Prevenção de Práticas Discriminatórias que visa a observação atenta dos comportamentos dos Polícias, principalmente nas redes sociais. Então e quando sucede o inverso?

Entendendo que o falecimento de pessoas é sempre um momento de pesar e dor, importa agir e punir quem ousa ofender os falecidos, sejam polícias ou não, e em hipótese alguma podem as redes sociais servir para promover a o ódio e a violência, neste caso contra as polícias.

A APG/GNR entende que a promoção do ódio contra as polícias tem vindo a intensificar-se nos discursos de alguns populares, seja nas redes sociais, seja presencialmente, sendo um facto o aumento das ofensas, agressões e crimes praticados contra Polícias.

As instituições da nossa sociedade democrática, designadamente o Ministério Público e os Tribunais devem agir contra este tipo de comportamento, em nome da paz pública, designadamente no sentido de punir os seus responsáveis, transmitindo a mensagem de que no nosso país o incitamento ao ódio é crime, e que a memória de pessoa falecida deve ser respeitada.

A APG/GNR reclama, de igual forma, a tomada pública de posição por parte do Governo perante semelhantes mensagens, pois a sua obrigação primeira é defender a Lei Fundamental do país.

Lisboa, 20 de Julho de 2020
A Direcção Nacional