Foi sem surpresa que a Coordenação de Lisboa da APG/GNR teve conhecimento da notícia de hoje do jornal Correio da Manhã, intitulada “GNR sem efectivo para patrulhas” e que dá conta da falta de elementos para garantir o serviço de patrulha em alguns postos do Comando Territorial de Setúbal.

Ora, convém lembrar que a APG/GNR, de forma responsável e nas devidas instâncias tem alertado para o sucessivo emagrecimento do efetivo na generalidade dos Postos Territoriais e em toda a vertente operacional da Guarda.

Esta realidade assume maior gravidade no período estival, em que o efectivo é, em regra, assoberbado com ações diversas no âmbito da acção policial, realizando-se  verdadeiras ginásticas e por vezes acrobacias de forma, a não defraudar as expectativas do cidadão.

Sabemos que em tempos de pandemia as exigências são acrescidas, recaindo invariavelmente sobre os profissionais, que mais uma vez são o elo mais fraco e devem ser compensados com o igual rigor que lhes é exigido diariamente no exercício da missão.

A coordenação de Lisboa da APG/GNR, tem dificuldade em entender que haja carência de efetivos em Postos Territoriais, já que se chega ao ponto de comprometer a missão e colocar em risco a integridade física dos profissionais e concomitantemente abram convites para recrutamento de profissionais da GNR para o desempenho de funções administrativas. 

Parece que mais uma vez as prioridades estão invertidas e se há muito alertamos para a necessidade do aumento do número de ingressos, a questão da gestão dos recursos humanos existentes é incontornável e deveria privilegiar a vertente operacional da Instituição.

Lisboa, 22 de Julho de 2020

A Coordenação da Região de Lisboa da APG/GNR