Perante a ausência de respostas da Tutela a questões fundamentais, designadamente a necessidade de ser revisto o sistema remuneratório, de ser contabilizado integralmente o tempo de serviço em que vigorou o congelamento das carreiras, de ser fixado um suplemento de risco e de a nossa profissão ser reconhecida como sendo de desgaste rápido, a APG/GNR, na 6.ª etapa da Volta a Portugal em Bicicleta, ao longo do percurso Loures-Setúbal, afixou faixas que ostentavam estas reivindicações.

A APG/GNR não aceita que a pandemia sirva de desculpa para tudo e, se serviu de mote, na cerimónia de ingresso dos oficiais da GNR do passado dia 2 de Outubro, para um discurso com rasgados elogios à actuação dos profissionais da Guarda durante o Estado de Emergência, também está a servir de desculpa para que as negociações com a Tutela, sobre questões remuneratórias e outras continuem suspensas.

É que os profissionais desta mesma força de segurança que têm um papel tão central no combate à pandemia, nas palavras do Sr. Ministro e que, para as mesmas funções que a força congénere, a PSP, recebem menos, têm uma progressão na carreira mais lenta, foram discriminados na contabilização do tempo de congelamento das carreiras e estão longe do direito de organização sindical exigem ser ouvidos e não se contentam apenas com discursos circulares e de circunstância.

Dignificar as funções dos profissionais da GNR e reconhecer o seu papel no Estado de direito democrático é sobretudo proporcionar-lhes um Estatuto profissional digno e isso não se pode cingir apenas a palavras, mais ou menos elogiosas.

A APG/GNR assume desde já o compromisso de não cessar, quer as tomadas públicas de posição, quer os contactos institucionais e, sempre que se justificar, recorrer ao protesto, como forma última de dar voz às reivindicações daqueles que representa, porque não aceitamos ser tratados como polícias de segunda e militares de terceira

Lisboa, 6 de Outubro de 2020

A Direcção Nacional