A Associação dos Profissionais da Guarda – APG/GNR teve conhecimento que a vacina da gripe foi disponibilizada gratuitamente para profissionais de alguns sectores cuja actividade comporta risco de contágio, como por exemplo os profissionais de saúde ou os militares das Forças Armadas.

Naturalmente que se tratam de opções correctas mas, o que é flagrante e inexplicável é que os profissionais da GNR tenham ficado excluídos.

Quando a própria Direcção-Geral de Saúde sublinhou várias vezes a importância da vacinação contra a gripe, num quadro de desenvolvimento da pandemia de SARS-COV 2, é inexplicável que não tenham sido tomadas medidas que no sentido de garantir a vacinação dos profissionais da GNR, que têm a seu cargo mais 90% do território nacional e exercem funções que obrigam a uma elevada exposição ao contágio.

Pouco adiantará que se argumente que os profissionais da GNR se podem vacinar nas farmácias, custeando a vacina, no sentido de se protegerem, pois é público que o número de vacinas disponíveis no país é insuficiente para corresponder inclusive ao número de requisições que já existem.

A APG/GNR lamenta esta opcção que, mais uma vez, parece reflectir a pouca importância que se dá às funções de segurança pública em Portugal e ao bem-estar e saúde dos profissionais, posição que vem na senda de sucessivos chumbos a projectos-lei de saúde e segurança no trabalho, apresentados para as forças de segurança e que mais não faziam do que transpor para legislação nacional directivas europeias que deviam, há muito, estar a ser cumpridas.

Lisboa, 16 de Novembro de 2020

A Direcção Nacional