A APG/GNR teve conhecimento através dos órgãos de comunicação social que dois profissionais da GNR, no decorrer das suas funções policiais foram baleados com gravidade, havendo a morte de um cidadão a lamentar.

A delegação de Lisboa da APG/GNR quer deixar uma palavra de alento aos profissionais envolvidos, bem como o desejo de rápidas melhoras.

Num ano especialmente atípico, pela condição pandémica, social e económica, a Coordenação da Região de Lisboa da APG/GNR, não pode deixar passar este episódio em branco e, mais uma vez e de acordo com as acções desenvolvidas pela Direcção Nacional, reiterar a necessidade de dignificar a condição policial nesta Força de Segurança.

Tal como temos reiteradamente vindo a afirmar, apesar de episódios como este ilustrarem o perigo e desgaste da nossa profissão, por vezes até de forma trágica e irreparável, sobretudo quando se perdem vidas ao serviço da segurança pública, continua a ignorar-se o risco que corremos, conferido-se uma importância menor a estas funções, que são centrais, essenciais e imprescindíveis em democracia. Se o exercício da segurança pública não comporta risco ou desgaste e isso não é reconhecido por via de compensação remuneratória e reconhecimento legal, questionamo-nos - quais são as funções que comportem risco comparável?

Urge modernizar e melhorar as condições de trabalho destes profissionais, sendo que a APG/GNR está, como sempre esteve disponível para um diálogo sério e concertado na procura de soluções que se materializam no terreno e se mostrem capazes de, de facto melhorar as condições de segurança dos profissionais da Guarda e, consequentemente, incrementar o sentimento de segurança dos cidadãos.

A coordenação de Lisboa da APG/GNR, lamenta que o responsável pela instituição ainda não tenha vindo a público esclarecer os factos e que o Ministro da Tutela ainda não tenha tido a disponibilidade de agenda para publicamente reconhecer o risco a que diariamente os profissionais da GNR estão sujeitos e quiçá, repudiar mais este atentado ao Estado de direito democrático, que cada vez mais se aproxima de uma Timocracia.

Lisboa, 23 de Dezembro de 2020

A Direcção Nacional