O dia de ontem foi assinalado pela condecoração do primeiro brigadeiro-general da Guarda, já que em 110 anos de existência, os oficiais generais da GNR eram exclusivamente oriundos do Exército. A APG/GNR desde já congratula o novo oficial general da GNR, pois esta sempre foi uma reivindicação que assumimos, independentemente do cepticismo que temos acerca da morosidade da progressão até ao topo desta categoria.

Mas o que lamentavelmente fez notícia neste evento foi o pior do Sr. Ministro da Administração Interna, que nas suas declarações assumiu que a GNR é “uma referência no planeamento operacional” sabendo “corresponder a todas as missões”, designadamente em tempos de pandemia.

Os profissionais da GNR dispensam elogios e exigem acções!  Estas palavras de circunstância não correspondem ao que sente o efectivo, que está desmotivado, sente-se desrespeitado e desvalorizado, sobretudo no que respeita à tomada de decisões que, de forma directa ou indirecta possam reconhecer a centralidade das suas funções e valorizá-las.

Os profissionais da GNR ainda não receberam o subsídio extraordinário de risco pelo serviço prestado durante a pandemia, que devia já estar a ser pago bimestralmente e o suplemento de risco aprovado no parlamento ainda não tem cor nem forma, após várias reuniões inócuas que culminaram o completo silenciamento das propostas da maior associação da GNR.

Este dia podia ter sido um marco importante da história da Instituição, mas fica assinalado pelas palavras de circunstância, pelas “palmadas nas costas”, que desde já dispensamos.

Lisboa, 16 de junho de 2021

A Direcção Nacional