A Associação dos Profissionais da Guarda - APG/GNR, ao ter conhecimento da cerimónia ocorrida ontem e que visou homenagear a GNR, a PSP, o SEF, os bombeiros voluntários e a ANPEC, pelo serviço prestado na luta contra a pandemia de covid-19 tem que forçosamente, em nome daqueles que representa, tomar posição, considerando o actual contexto.

A APG/GNR considera que, independentemente da “simpatia” da cerimónia e das suas intenções, nenhum profissional da GNR se sentirá valorizado por esta iniciativa simbólica quando, é certo, que não passa de isso mesmo, de simbolismo, na medida em que tem sido o Governo o primeiro a travar outro tipo de reconhecimento mais objectivo.

Referimo-nos concretamente ao alargamento do Subsídio Extraordinário de Risco no Combate à Pandemia da Doença Covid-19 às forças de segurança que, no caso da GNR, tem enfrentado os mais diversos obstáculos na sua atribuição.

Tendo consciência de que foi uma maioria parlamentar negativa que fez aprovar o abono deste valor extraordinário aos profissionais da GNR, o Governo e a Tutela criaram as condições objectivas e subjectivas para que a sua atribuição não fosse universal e destinada a todos os que efectivamente estiveram expostos ao risco durante a pandemia, bem como a longos e desgastantes horários, aprovando um diploma cinzento, que permitiu numa primeira fase o pagamento de valores completamente díspares para o mesmo serviço e que, posteriormente, fez com que a Instituição se pautasse pela definição de valores por “mínimos”, obrigando os profissionais da GNR a devolver montantes recebidos e em muitos casos a totalidade do valor, descontando-os do vencimento, como aliás acontecerá também este mês.

A APG/GNR tem vindo a denunciar esta situação recorrentemente e não estando em causa o abono de valores exorbitantes, é no mínimo insultuoso que se homenageie o serviço prestado pelos profissionais da GNR durante a pandemia quando, objectivamente, o respeito demonstrado pela Tutela e pela Instituição é nulo.

Os profissionais da GNR dispensam homenagens ou qualquer outro tipo de “palmadas nas costas” e apenas exigem que seja feita justiça e cumprido o alargamento do Subsídio Extraordinário de Risco no Combate à Pandemia da Doença Covid-19, nos termos aprovados pelo parlamento, pois certamente que quem o aprovou, tal como nós, sente-se ludibriado.

Lisboa, 15 de Dezembro de 2021

A Direcção Nacional