Nota à Imprensa

A Associação dos Profissionais da Guarda – APG/GNR teve conhecimento que três profissionais da GNR do Destacamento Territorial do Peso da Régua ficaram feridos na sequência de confrontos com elementos de uma comunidade pertencente a uma minoria étnica e que tem sido promotora de conflitos vários.

Estes profissionais da GNR, que se encontravam a cumprir exercícios de educação física, no âmbito da instrução obrigatória, ao passarem por elementos desta comunidade foram insultados e injuriados. Ao pararem, para que estes comportamentos cessassem, foram agredidos, sendo que um deles apenas evitou um golpe fatal por ter protegido o peito com uma mão, que acabou por ser perfurada e originou a necessidade de tratamento hospitalar urgente.

A APG/GNR considera que o pior tipo de xenofobia é precisamente o paternalismo e, a passividade com que se trata os crimes praticados por esta comunidade do Peso da Régua tem criado mesmo alarme social junto das populações, que constatam que há alguma impunidade que se impõe como regra.

A APG/GNR já há um ano tinha oficiado ao Comandante-Geral a respeito de situações similares, nesta mesma localidade, reclamando que os profissionais da GNR tivessem acesso a apoio jurídico por parte da Instituição e inclusive que esta se constituísse como assistente, o que não veio a acontecer.

O clima de “medo” gerado, e que é extensível às populações circundantes não pode ser ignorado, como tem sido até à data e os profissionais sentem-se abandonados à sua sorte. É no mínimo exigível que a Guarda preste patrocínio jurídico, apoio psicológico imediato e que se constitua assistente no processo!

A APG/GNR faz votos para que as autoridades judiciais materializem aquilo que urge decidir, naquilo que é o rigor da lei, pois se os profissionais são requisitados para lhes prestar segurança quando há diligências em tribunal com esta comunidade, não seria justo que este episódio não passasse disto mesmo, pois estará na hora de retribuírem a protecção que lhes é prestada sempre que necessário.

Também o Comando local deverá ser incisivo nas acções, pois se apenas prevalece o receio destas comunidades, então não estarão à altura da sua missão.

Defender a igualdade de direitos e de oportunidades não se pode prender por paternalismos contraproducentes, mas sim pelo respeito de todos, por todos, já que à luz da Lei têm os mesmos direitos e deveres. Fazer o inverso é alimentar correntes e movimentos contrários à democracia, esses sim, discriminatórios e xenófobos.

Lisboa, 15 de Março de 2022

A Direcção Nacional

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